“O esporte transforma vidas e realiza sonhos. Se não fosse o paradesporto, eu não teria conquistado tanto”, declara o paratleta catarinense Ymanitu Silva, classificado para as Paralimpíadas Tóquio 2020. Conheça mais sobre a trajetória dele aqui !

De malas prontas, segue em preparação intensa para o maior evento de esporte de alto rendimento para pessoas com deficiência e celebra as realizações.

Em entrevista com o Many, como é carinhosamente chamado, falamos sobre o desenvolvimento e desafio dos paradesporto no Brasil

Ele é tenista da Seleção Brasileira de Tênis em cadeira de rodas e compete na categoria QUAD. A modalidade, que é uma entre as 23 nos Jogos Paralímpicos, segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro, possui regras iguais ao tênis convencional com exceção de uma. A bola pode quicar duas vezes antes de ser rebatida.

Mas essa parte, vamos deixar para quem entende do assunto!

O paradesporto no Brasil: desenvolvimento e desafios

O paradesporto brasileiro é referência em todo o mundo. Em 2019, por exemplo, o país alcançou pela 4ª vez consecutiva o 1º lugar no quadro geral de medalhas dos Jogos Parapanamericanos de Lima. O destaque nessa e em outras competições está relacionado ao investimento do governo federal, através de benefícios como o Bolsa Atleta.

O programa, criado em 2005, patrocina atletas de alto rendimento que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais, saiba mais sobre ele aqui. Ymanitu é um dos que recebe esse apoio. “O Bolsa Atleta é fundamental para arcar com os custos de treinamento, transporte e outros”, reforça.

Além disso, incentivos como esse impulsionam projetos de acessibilidade e inclusão em todas as esferas, inclusive municipal. O município catarinense de Blumenau implementou o Programa Paradesporto Escolar (PPE) para oferecimento de dez modalidades esportivas às crianças com deficiência. São elas: atletismo paralímpico, bocha, goalball, tênis de mesa, natação, musculação, ginástica artística, preparação física, xadrez e equoterapia.

Mas nem sempre é assim! Por outro lado, a falta de visibilidade em períodos sem competições mundiais atrapalha o desenvolvimento do paradesporto brasileiro. “É triste perceber que os paratletas só aparecem perto dos Jogos Paralímpicos”, ressalta.

Outro desafio é a falta de estrutura e espaços para trabalhar, acompanhar e investir em atletas desde a base. No Placar, por exemplo, é possível fazer o gerenciamento e reserva de locais para prática de esporte, o que facilita a organização e manutenção.

A inovação a favor do esporte

A tecnologia dá de 10 a 0 quando o assunto são soluções esportivas. Nos treinamentos de Ymanitu ela é fundamental, porque trouxe as filmagens de jogos dele e dos adversários para análise de desempenho e melhorias, além do aumento da qualidade dos materiais usados. Ela dá como exemplo a cadeira de rodas, vinda da Inglaterra e considerada uma das melhores do mundo, cheia de inovações.

Além de auxiliar atletas e equipe técnica, a tecnologia também é fundamental na gestão pública de esportes, automatizando tarefas rotineiras e agilizando processos. Veja mais sobre o que é o Esporte 4.0 e como o seu município pode fazer parte dessa realidade.

Contagem regressiva para as Paralímpiadas

 

É possível ver o brilho nos olhos do tenista paratleta ao falar dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Mesmo tendo já experiência em eventos desse porte por ter participado da Rio 2016, é como se fosse a primeira vez. “A sensação é única em vestir as cores do meu país e dar tudo por ele”, completa com gratidão.

Ele estará entre os 16 melhores do mundo e afirma isso com bastante naturalidade (risos). O tenista explica que dentre essas vagas, quatro são preenchidas por convite e as outras 12 são pela classificação da corrida paraolímpica. Foi o que aconteceu com ele que conquistou pontos para estar no ranking.

Antes de Tóquio, Many venceu o Sahin Kirbihik Open, na Turquia, ficou em terceiro em Vilamoura, Portugal, e foi o vice do quali do Mundial. A partir disso, os treinamentos foram intensificados, focando na parte física e na quadra, durante a manhã e tarde em um clube de Itajaí.


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Depois de Tóquio 2020, a carreira continua para o atleta paraolímpico com algumas competições já no calendário. Grato aos patrocinadores e apoiadores, é momento de dar um “até logo”. É hora de voltar para a quadra, enquanto nós ficamos na torcida. Bom jogo!

Palavras chave: paradesporto - paratleta - Paralimpíadas de Tóquio - desenvolvimento do esporte - paradesporto brasileiro

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